a.
meu pequeno histórico com lars von trier: com 5 minutos de filme, eu resolvi desligar dogville e ir dormir; melancolia eu vi cochilando, principalmente na segunda parte - a primeira acho até decente, mas lembro bem pouco; dançando no escuro eu acho maravilhoso (não é o melhor predicado pra este filme). vi ninfomaníaca no cinema; mais sobre isso depois.
b.
vi the hunger no cinema também, o filme de vampiro que o nicolas roeg nunca fez. achei bem decente, bem construído, mas empalidece muito se comparado com o trabalho tardio do tony scott. aliás, isso vale pra quase todos os seus filmes, ao menos para mim.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
4.
livre associação ou: algumas coisas que lembrei enquanto assistia o martírio de joana d'arc
1. la vie d'adèle, e coisas que li sobre: gente reclamando dos closes; gente adorando os closes; eu mesmo, sentado na segunda fila do cinema, olhando para aquela tela que preenchia todo meu campo de visão com o rosto de adèle. aquilo, na hora, me pegou, mas não fez tão sentido como aqui, no filme de dreyer. acho que é a única aproximação possível entre essas duas obras. o martírio de joana d'arc é um filme que gostaria de ter visto no cinema, de ter tido a visão completamente preenchida por ele. aqueles rostos tão austeros; poucos deles complacentes; muitos com escárnio, com zombaria; um, apenas um, dotado de uma profunda tristeza, carregando uma fé inabalável. o rosto e tudo o que nele se desenha; os olhos e tudo o que eles podem mostrar; principalmente maria falconetti, mas não só. a gente devia aprender a fazer casting com este filme.
2. europa 51, que é meu rossellini favorito (até agora). a abdicação da vida em nome da santidade, de uma missão a ser cumprida até, literalmente, o fim - do filme e/ou da vida. no caso de joana d'arc, vemos o após, o julgamento pela seus feitos, enquanto, no filme de rossellini, presenciamos um início, ingrid bergman descobrindo um amor profundo pela humanidade. são sinas diferentes, claro, e com implicações diferentes.
3. aquela foto da autoimolação de um monge, acho que vietnamita, que virou capa do primeiro álbum do rage against the machine. dois que, de uma forma ou de outra, ativamente ou passivamente, protestando ou não, queimaram por sua crença. a imagem forte de um ser que, de tamanha convicção, aceitou a morte - e, em o martírio, ela está eminente desde o começo, até porque todos sabemos que aconteceu, e é reiterado naquele texto inicial sobre a ata do processo. mas a joana d'arc de dreyer é sempre humana, em seus anseios, em suas reações; ela assina, sim, um papel concordando com seus acusadores, mas se reconhece falha, volta atrás. uma decisão dolorosa de assistir, mas não tanto quanto deve ter sido, talvez, para ela.
1. la vie d'adèle, e coisas que li sobre: gente reclamando dos closes; gente adorando os closes; eu mesmo, sentado na segunda fila do cinema, olhando para aquela tela que preenchia todo meu campo de visão com o rosto de adèle. aquilo, na hora, me pegou, mas não fez tão sentido como aqui, no filme de dreyer. acho que é a única aproximação possível entre essas duas obras. o martírio de joana d'arc é um filme que gostaria de ter visto no cinema, de ter tido a visão completamente preenchida por ele. aqueles rostos tão austeros; poucos deles complacentes; muitos com escárnio, com zombaria; um, apenas um, dotado de uma profunda tristeza, carregando uma fé inabalável. o rosto e tudo o que nele se desenha; os olhos e tudo o que eles podem mostrar; principalmente maria falconetti, mas não só. a gente devia aprender a fazer casting com este filme.
2. europa 51, que é meu rossellini favorito (até agora). a abdicação da vida em nome da santidade, de uma missão a ser cumprida até, literalmente, o fim - do filme e/ou da vida. no caso de joana d'arc, vemos o após, o julgamento pela seus feitos, enquanto, no filme de rossellini, presenciamos um início, ingrid bergman descobrindo um amor profundo pela humanidade. são sinas diferentes, claro, e com implicações diferentes.
3. aquela foto da autoimolação de um monge, acho que vietnamita, que virou capa do primeiro álbum do rage against the machine. dois que, de uma forma ou de outra, ativamente ou passivamente, protestando ou não, queimaram por sua crença. a imagem forte de um ser que, de tamanha convicção, aceitou a morte - e, em o martírio, ela está eminente desde o começo, até porque todos sabemos que aconteceu, e é reiterado naquele texto inicial sobre a ata do processo. mas a joana d'arc de dreyer é sempre humana, em seus anseios, em suas reações; ela assina, sim, um papel concordando com seus acusadores, mas se reconhece falha, volta atrás. uma decisão dolorosa de assistir, mas não tanto quanto deve ter sido, talvez, para ela.
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